Chegada na América!

Triatleta Thiago Alípio no meio Ironman de BrasíliaArrumações e Partida de Brasília
Bem, para variar, cheguei em casa as 18h para fazer a mala e chegar no aeroporto internacional de brasilia as 19h. Ate ai sem problemas, a nao ser pelo fato de eu ter que guardar a bike na mala bike e separar as roupas para a viagem, afinal, nao e uma simples viagem, e a participacao do Campeonato Mundial de Meio Ironman em Clearwater , Florida. Essa [e a minha primeira viagem para os EUA. Depois das preocupacoes com visto, passaporte e passagens, la vou eu.

Cheguei no aeroporto de Brasilia, dentro do tempo estimado, esquecendo um monte de coisas, mas o material para a competicao estava bem separado. Para variar, o voo da TAM de Brasilia para Guarulhos (Internacional de Sao Paulo) estava com overbooking, entao la foram eles me colocar num com escala em Campinas. O vôo saiu no horario, como já estamos acostumados com essas crises, atrasou no solo em Campinas, entao, conseguiram fazer com que eu chegasse em Sao Paulo apenas 50 minutos antes do meu vôo internacional. Nesse momento eu ja imaginava que iria perder o vôo, ja que, segundo despachante de bagagens de SP, ou eu deixava as malas irem direto para o voo, ou eu pegava a bicicleta para declarar na Receita Federal. Bem, nao tenham duvidas de que escolhi por pegar a bike e declarar, afinal, eu sou um homem azarado para essas coisas, e embora a bike esteja usada, ela tem apenas 3 meses e nao queria problemas, entao pensei, bem, o atraso foi culpa da compania aerea (TAM), entao, que tal eu relaxar, declarar os bens na receita e cobrar uma realocacao para o pessoal do check in.

Já acostumado aos aeroportos brasileiros…
Para resolver o problema de realocação, não tive muitos problemas – tirando o despachante que era a falta de vontade em pessoa, o pessoal do check in da TAM foi muito atencioso, principalmente por se tratar de um atleta e me levaram ate o pessoal da American Airlines. Embora o contrato de parceria das duas empresas aereas terminam dia 13, ou seja, 5 dias depois da data do ocorrido, fui atendido por um profissional muito sério, mas legal e prestativo que me realocou no proximo voo.

Saudade da simpatía das aeromoças brasileiras…
Entrando no avião, praticamente lotado de brasileiros, noto uma aeronave meio antiga, pois estou acostumado as novas da TAM e GOL que fazem o trecho Sao Paulo – Brasilia. Isso nao teria problema, mas o pior foi o humor das aeromoças, impressionante, parecia que estavamos na antiga VARIG. Não sei se todas sao assim, mas fiquei impressionado com o estilo grosso de ser delas, sem contar com o estilão de gringas (Cabelo solto, meio baguncado, roupas nada sexy, etc). Sentei ao lado de uma tipica paulista, seria, de poucas palavras. O engracado, foi que logo que vc chega, tem uma revista que não lembro o nome, mas lembra um shoptime em revista, com milhões de tranqueiras uteis ou nao dos americanos, com coisas legais e doidas, mas foi no minimo engracado.

Enfim na América
Chegando em Miami, não tive problemas com a imigracao, muito menos com as bagagens. O unico problema e que eu tive que esperar a conexão para Tampa que seria 4h depois de eu ter chegado. Ficando numa especie de “O Terminal”, porque eu nem cheguei a pisar fora do aeroporto. Por que? Simples, sai com duas malas pesadas e andando descobri que, assim como no filme, vc precisa pagar para usar um carrinho que nao e nada barato, U$ 3. Bem, na hora lembrei do Tom Hanks pegando os carrinhos e devolvendo para ganhar dinheiro, mas nao tinha como, essas maquinas nao pagam para receber, apenas para pegar. Como eu sei ? rsrsrsrsr, eu tentei fazer isso, depois que achei um carrinho vazio, usei ele, e antes do embarque fui devolve-lo.

Sem nada para fazer e depois de ter a primeira refeicao nos EUA, alguns Donuts no Dukin Donuts, entrei na internet (internet cafe do Hotel do MIA Airport) e procurei algumas lojas próximas, mas descobrí que aqui os horarios de trabalho sao reduzidos. Tipo, das 10h as 17h. Bem, fiquei rodando no aeroporto de miami (MIA), vendo algumas coisas e trombando com figuras tipicas, como policiais muito brancos, de bermuda marrom e bigodão. Tentei tirar uma foto, mas … nao rolou. No posto de infomacoes, tentei usar meu ingles e quando a atendente me perguntou de onde eu era, descobri que ela era brasileira. Para ser sincero, eu vi mais latinos no aeroporto de Miami do que americanos.

Preparando para embarcar, tive que tirar ate os sapatos no momento do Raio X. Bem, tudo pronto, caminhei uns 15 ate chegar no portao de embarque. Longe pacas. Chegando em Tampa, procurei por uma forma barata de seguir para Clearwater e fui indicado para pegar o tal de SuperShutle (Acho que se escreve assim), ele e uma especie de mega taxi que leva por 22 dolares para os lugares proximos. O motorista, muito simpatico, pega suas bagagens, coloca no porta mala, cadastra o seu destino do laptop dele (sim, tem um laptop ao lado dele com GPS que monta a rota da viagem e a ordem de desembarque dos passageiros) e vai embora. Neste momento, comecei a realmente conhecer as ruas e casas. A cidade de Clearwater é do lado de Tampa, com ruas largas, muito boas para pedalar. Ate ai nada demais, se não fosse quando começou a entrar em ruas menores para deixar uma passageira e me deparo com as casas tipicas de filmes americanos, todas com a famosa caixa de correio e a bandeira dos EUA. Impressionante e que sao praticamente todas as casas aqui. Cercas? Ainda nao vi nenhuma.

American Way!
Chegando no meu Hotel, ou melhor, motel, eu estava no tipico motel onde as pessoas sobem e descem sem passar pela recepcao atraves de uma escada, ok, sei que vai ser chato, mas novamente, como nos filmes rsrsrsr . O quarto é bem simples, mas aconchegante e espaçoso. O melhor de tudo, de frente para a praia e apenas 5 min andando do lugar da largada e da area de transicao da competicao.

Enfim, clima de IronMan!
Bem, arrumei minhas coisas, e sai para comer, pois estava faminto e no voo de Miami da American Airlines para Tampa nao serviram refeicao, nem mesmo barrinhas (depois reclamam da Gol 🙂 ).Chegando numa lanchonete padrao daqui, sou atendido por uma garota que depois que respondi de onde eu era, devolve com um, “Desculpe, mas preciso falar portugues com alguem, eu sou Brasileira tambem.”. Foi bacana porque me ajudou com algumas dicas da cidade e tals, mas eu realmente quero evitar o portugues por aqui para apanhar e melhorar meu ingles, afinal, esta e uma oportunidade unica. Almocei e fui de bike para o local de concentracao do mundial. Depois de se perder um pouco e ser ajudado por muitas pessoas (sim, os americanos daqui foram muito bacanas), cheguei no 70.3 Ironman WorldChampionship Event and Ironman Expo, onde peguei o kit da competicao e vi os diversos stands por aqui. Muitas coisas para se olhar, comprar, mas …. quer queira quer nao, o preco acaba sendo dobrado, sem contar nos impostos quando chegar no Brasil, portanto, faca suas contas . 🙂

Depois disso, voltei, fiz algumas compras na farmacia, que e praticamente um supermercado, e fui para casa. O mais engracado e o exagero das coisas, tudo BIG, GIANT, EXTRA …. e por ai vai.

A dica e comprar comida e preparar no Hotel, pois sai muito mais barato. Outra coisas sao os telefones, ligacoes para o Brasil estavam me matando, pois o cartao telefonico pre pago terminava muito rapido e celular, nem se fale. Uma dica aqui para ligacoes e a seguinte, mesmo estando na cidade, vc precisa discar o codigo de area dela, pelo menos foi assim que as minhas ligacoes em miami comecaram a funcionar rsrsrsr. Exemplo ? Se estou em Brasilia, nao preciso discar 61, mas aqui, precisaria. Outra coisa, a maioria dos lugares que vc pede um sanduiche, vem com fritas e sao bem servidos, entao, nao se assuste quando ver um prato de sanduiche por 7 dolares.

 

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