A verdade sobre os Cruzeiros Maritmos da temporada 2008/9

A Equipe Traveler.com.br recebeu hoje, uma nota oficial da Associação Brasileira de representates de empresas marítmas.

Seu Presidente, o Sr Eduardo Nascimento, publicou uma nota esclarecendo os falecimentos divulgados pela mídia.

Segue cópia da nota em íntegra:

“Caro amigo Agente de Viagens,

Como você deve ter acompanhado, atentamente, nas últimas semanas, alguns veículos de comunicação – integrantes da mídia massiva e não da mídia turística – veicularam matérias espetaculosas sobre os Cruzeiros Marítimos, abordando casos com passageiros, de maneira parcial e sem atentarem para as características de cada evento. Em respeito a Você, Agente de Viagens, e aos milhares de usuários brasileiros que, a cada Temporada, se motivam a adquirir pacotes de Cruzeiros, pedimos especial atenção para os esclarecimentos que fazemos, a seguir:

1. Primeiro, queremos enfatizar que as ocorrências com passageiros são, sem dúvida, lamentáveis sob todos os aspectos. As empresas de Cruzeiros Marítimos se solidarizam com a dor de familiares e amigos das pessoas envolvidas nos incidentes. Mas é nosso dever, a bem da verdade, informar que estamos falando de casos específicos, já esclarecidos e para os quais há manifestações iniciais das autoridades competentes isentando de responsabilidade as empresas envolvidas.

2. NENHUM CASO DE ÓBTITO – repetimos, nenhum caso de óbito -, conforme se pode constatar pelas investigações e laudos produzidos por órgãos oficiais de controle e laboratórios especializados, tais como Instituto Médico Legal de São Sebastião, Hospital Santa Inês/SC, Secretaria Estadual de Saúde-SP, Laboratório Central da Bahia, teve relação, direta ou indireta, com a qualidade dos produtos e serviços oferecidos nos navios, incluindo atendimento médico.

3. De fato, pelos laudos oficiais divulgados, os casos de óbito apontam asfixia por aspiração de líquido; enfarte/acidente vascular cerebral; meningite e hepatite autoimune; enquanto o caso de surto de gastrenterite, registrado em um Cruzeiro, foi causado por ação de Norovírus, de origem externa, não tendo sido constatado qualquer problema relativo a alimentos ou à água do navio.

4. Na temporada deste ano, calcula-se que cerca de 500 mil brasileiros participarão dos Cruzeiros. Como o amigo bem o sabe, cerca de 20 milhões de passageiros, no mundo inteiro, utilizam os Cruzeiros Marítimos, dos quais 14 milhões são exigentes consumidores norte-americanos e 4 milhões, não menos exigentes, são europeus. Esse público, pela preferência, atesta os conceitos de segurança, conforto, comodidade e presteza dos Cruzeiros Marítimos. Pesquisa feita pela FIPE/USP atesta um índice de satisfação dos usuários brasileiros, que chega a 94%.

5. Quanto às normas gerais aplicadas aos navios, a ABREMAR enfatiza que os Cruzeiros Marítimos que chegam ao Brasil obedecem a rígidas regras, controles e imposições, determinadas por organismos internacionais, como o International Maritime Organization (IMO), com sede em Londres, que mantém um programa de controle médico e sanitário dirigido a passageiros de navios.

6. Além das rígidas normas internacionais, os Cruzeiros no Brasil se regulam por normas e resoluções trabalhistas e tributárias e estão submetidos a controles de vários órgãos, como ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Polícia Federal, ANTAQ (Agência Nacional de Transporte Aquaviário), Alfândegas e Receita Federal. Os navios se obrigam a controles muito mais exigentes e rígidos que quaisquer outros estabelecimentos.

7. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária faz inspeções em navios de Cruzeiros, desde quando a embarcação entra em território nacional até sua saída do país, fiscalizando anormalidades clínicas, condições de todos os serviços; efetuando reinspeções para verificação do cumprimento de medidas sanitárias e das equipes consideradas indispensáveis para garantir a segurança da operação; e comunicando imediatamente, quando se faz necessário, à autoridade sanitária do destino da escala qualquer suspeita ou evidência de evento de saúde pública. Os controles, este ano, foram redobrados por meio do Ofício nº 05/2009, exarado em 27 de janeiro último pela ANVISA.

8. A ABREMAR sugere que as situações ocorridas sejam avaliadas na dimensão que realmente têm, evitando-se, dessa forma, a divulgação de informações não apuradas ou parcialmente apuradas, sem o mínimo respaldo na verdade dos fatos. Lamenta que, além de não contribuírem para esclarecer, turvam a imagem de um setor que gera riqueza para o País e, pela qualidade dos serviços, conquista, a cada temporada, um maior número de clientes. 9. Pedimos encarecidamente ao Amigo Agente de Viagem que, dentro de suas possibilidades e com essa moldura informativa, faça chegar aos seus clientes reais e potenciais a Verdade sobre os eventos ocorridos nos Cruzeiros Marítimos.

Eduardo Nascimento,
Presidente”

 

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